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A inteligência não depende da aparência

augsmachado profile image Augs Machado ・2 min read

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Ontem nós falamos sobre a dificuldade de consenso sobre o que é inteligência e que parece contrastante a definição de inteligência artificial (IA). Entretanto, segundo Pereira (2020, p. 1), em 1950, Alan Turing [2] propôs um teste capaz de determinar a prensença de atributos inteligentes ou não.

Uma vez que sem definir inteligência não é possível definir inteligência artificial, a base para o teste de Turing apoiava-se na premissa que mesmo não sabendo definir o que era inteligência, sabíamos que os seres humanos são inteligentes. Assim, de acordo com Pereira (2020, p.2),

se uma máquina fosse capaz de se comportar de tal forma que não pudéssemos distingui-la de um ser humano, essa máquina estaria demonstrando algum tipo de inteligência, que, nesse caso, só poderia ser inteligência artificial.

O teste proposto por Turing consistia, de forma muito simplificada e resumida aqui, em uma entrevista entre um ser humano e um ente remoto via chat, onde se após determinado período de tempo a pessoa não fosse capaz de distiguir o ente entre humano e máquina, a hipótese de existir inteligência artificial era confirmada, de acordo com Pereira (2020, p.2).

Parece ser uma tarefa muito simples passar no Teste de Turing, não? De acordo com Pereira (2020, p.2), não é nada simples, pois o sistema precisaria minimamente das seguintes habilidades

(1) processamento de linguagem natural: para comunicar-se com o usuário;
(2) representação de conhecimento: para armazenar o que sabe ou aprende;
(3) raciocínio automatizado: para usar o conhecimento armazenado com a finalidade de responder perguntas ou tirar novas conclusões;
(4) aprendizado de máquina: para adaptar-se a novas circunstâncias, detectar e extrapolar padrões, a fim de atualizar o seu conhecimento armazenado.

Até neste ponto vimos a definição de inteligência e como podemos mensurá-la. Observamos o funcionamento do teste de Turing, que para alguns é uma das melhores formas de testar a existência de inteligência artificial, mesmo tendo algumas fraquezas a serem levados em conta [3]. Mas, o que a história nos conta sobre o uso de inteligência artificial? A resposta nós encontraremos amanhã na Parte 3.

Referências
[1] Pereira, Silvio do Lago. Introdução à Inteligência Artificial. Disponível em https://www.ime.usp.br/~slago/IA-introducao.pdf. Acesso em: 17 fev. 2020

[2] Veja o filme O Jogo da Imitação para saber um pouco mais sobre Alan Turing. O trailer do filme https://youtu.be/YIkKbMcJL_4. Acesso em: 17 fev. 2020

[3] Vejas algumas das Fraquezas do Teste de Turing aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/Teste_de_Turing#Fraquezas_do_teste. Acesso em: 17 fev. 2020

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