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AI Girls

Café com Rosie - Izabela Paulino

AI Girls
AI Girls is a female brazilian technology community that aims female protagonism in the field of artificial intelligence and data science!
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As áreas de tecnologia costumam ter muito mais homens que mulheres e isso pode ser um pouco intimidador, muitas vezes não aplicamos para vagas porque não temos 100% do que pede, a insegurança bate, a síndrome do impostor ocorre. Sei que não é fácil enfrentar essas coisas, mas nós podemos, estude e se aplique para vagas, tente e confie em si.

Izabela é uma mulher inspiradora, uma das embaixadoras do WIMLDS no Brasil, cientista de dados e mestranda na USP, ela resolveu compartilhar conosco um pouco sobre sua vida, inspirações e motivações. Bora lá?!


Raio-X

Izabela: Oi, gente! Eu sou Izabela Paulino Fonseca e atualmente trabalho na AB-InBev como Cientista de Dados. Tenho 29 anos e sou formada em Engenharia Elétrica com ênfase em Computação, Mecatrônica e Eletrônica pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Rosie: Quais são seus hobbies? E áreas de interesse?

Izabela: Eu amo ir à praia (atividades ao ar livre em geral), gosto de ler e amo estar entre amigos e família pra jogar conversa fora =]. Gosto muito da área de tecnologia pelo impacto que eu acredito que podemos ter através dela. Isso me inspira diariamente a buscar diariamente estar atualizada e conhecer métodos para melhorar o meu trabalho.

Rosie: Quando foi seu primeiro contato com tecnologia e como foi?

Izabela: Acredito que posso dizer que meu primeiro contato com tecnologia foi quando muito criança (por volta de 1995), quando meu irmão ganhou seu primeiro computador. Me lembro que a única coisa que eu mexia era no paint, mas eu amaaaava. Meu irmão sempre foi uma pessoa muito conectada com tecnologia e acredito que isso teve grande influência na minha carreira.

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Rosie: Como foi o seu primeiro contato com ciência de dados ou Inteligência Artificial?

Izabela: A minha área de maior interesse na faculdade era Controle e Automação, e por conta disso cursei algumas matérias como Data Mining no intercâmbio, onde já tive contato com regressões lineares e logísticas, um pouquinho de python e conheci o Kaggle, e em uma matéria chamada “Controle Inteligente”, onde conheci os conceitos de algoritmos genéticos, redes neurais e sistemas especialistas utilizados na indústria para melhorar processos e problemas complexos, e achei incrível!

Rosie: A comunidade WiMLDS é uma comunidade mundial que vem ajudando muitas mulheres na área de ciência de dados. Você é uma das co-fundadoras da comunidade WiMLDS aqui no Brasil, o que fez você trazer a comunidade aqui para o Brasil e como você descobriu essa comunidade?

Izabela: Em 2018, junto com a minha amiga Marielen Ferreira, observamos de como era raro encontrar áreas de DS com mulheres trabalhando como cientistas e engenheira de dados e conversamos muito sobre como achávamos que isso impactava no clima da área para a gente, no desempenho do nosso trabalho e na visibilidade dos mesmos dentro da área, e sentimos que seria legal tentar reunir mulheres atuantes e interessadas na área para pudéssemos discutir sobre como poderíamos viabilizar a entrada de mais mulheres na área e com isso buscamos comunidades de mulheres em DS e encontramos o WiMLDS que prontamente nos atenderam e nos ajudaram a criar a comunidade aqui para São Paulo! Descobrimos a comunidade com uma simples busca no Google =].

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Rosie: Nesse momento queremos enaltecer as suas conquistas, seus projetos, suas pesquisas, seus artigos etc. Conta tudo de incrível que você fez ou está fazendo?

Izabela: Hoje, além do trabalho e do WiMLDS, estou fazendo um mestrado no IME USP em um projeto de Integração Semântica de Dados de saúde de São Paulo, focando no estudo de caso de Dias Potenciais de Gravidez Perdidos.

Carreira

Rosie: Parabéns pelas conquistas! Mas conta pra gente porque você escolheu trabalhar com ciência de dados?

Izabela: Eu me lembro de considerar a carreira de desenvolvedora apenas se fosse fazer parte de uma área de AI. E quando fiz parte do trainee da TOTVS em 2017, uma das áreas disponíveis para eu trabalhar era a área de AI da empresa, e consegui ser escolhida para fazer parte do time deles pelo background técnico que eu possuía.

Rosie: Atualmente a comunidade é composta por muitas mulheres que estão em transição de carreira e que querem atuar na área, você acredita que é preciso uma formação acadêmica para atuar na área? Se sim, qual seria a melhor formação?

Izabela: Eu acredito que não. Muitas pessoas conseguem ter um desempenho incrível fazendo ótimos cursos onlines que estão disponíveis em várias plataformas. Mas acho que não ter uma formação acadêmica pode ser um entrave no Brasil. Acredito que o curso mais relacionado à área hoje seria Ciência da computação.

Rosie: Atualmente você trabalha na AB-InBev, contribuindo com a equipe de ciência de dados e desenvolvendo soluções de Machine Learning para os diversos segmentos. Como é a experiência?

Izabela: É uma experiência incrível poder trabalhar em uma empresa com o tamanho da AB-InBev, que está inserida em países e mercados tão diferentes. Ver como cada um desses mercados funcionam, entender suas dores e buscar soluções através de ML é uma experiência super rica.

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Assuntos da atualidade!

Rosie: Como você vê a importância da ciência de dados e da inteligência artificial nos dias atuais?

Izabela: Acredito que hoje ser uma empresa data driven é essencial para que seja possível se manter em um mercado tão competitivo. Hoje o feeling e a experiência, que ainda são super necessários, não sustentam sozinhos a tomada de decisão, que precisa estar olhando para uma quantidade enorme de variáveis. E pra mim é aí que nosso trabalho surge, desde o entendimento dos dados e geração de insights de formas mais simples até a produção de modelos complexos que ajudem a otimizar o entendimento do mercado de interesse e dos nossos clientes. Com tudo isso, podemos criar produtos e tomar decisões muito mais personalizadas, o que nos ajuda a ter mais assertividade e a entregar melhores produtos aos nossos clientes.

Rosie: Atualmente com o COVID19 tem se tornado uma preocupação mundial, por conta da sua fácil transmissão e a taxa de fatalidade. E com isso muitos cientistas e médicos vêm se reunindo para procurar uma cura ou entender o vírus. Como você o papel do cientista de dados nesse processo? Você acha que tem como nós ajudarmos?

Izabela: Com certeza temos um papel fundamental no processo de entendimento do funcionamento e comportamento da doença no mundo. Temos muitas informações sendo levantadas e registradas diariamente pelo mundo sobre o COVID-19 que precisam ser analisadas e entendidas rapidamente para que consigamos encontrar respostas que nos ajudem no combate da mesma, e acredito que o papel de cientistas de dados é essencial na corrida pela busca desse entendimento e dessas respostas. Nós podemos ajudar muito nas análises estatísticas para entendermos quais métodos funcionam ou não no combate à doença e também na modelagem das informações para entendermos quais pessoas têm mais chances de desenvolver sintomas específicos.

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Rosie: E para finalizar, qual dica você dá para as mulheres que querem entrar na área?

Izabela: Confiem em si! As áreas de tecnologia costumam ter muito mais homens que mulheres e isso pode ser um pouco intimidador, muitas vezes não aplicamos para vagas porque não temos 100% do que pede, a insegurança bate, a síndrome do impostor ocorre. Sei que não é fácil enfrentar essas coisas, mas nós podemos, estude e se aplique para vagas, tente e confie em si.


E aí, gostaram? Não esqueçam de deixar o seu feedback pra gente, para que possamos melhorar nas próximas entrevistas.
Até uma próxima,
AI Girl

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