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5 coisas que aprendi nesse meu, ainda curto, caminho na programação.

thwember profile image Thais Wemberlaine ・5 min read

Em primeiro lugar, gostaria de reforçar que os caminhos e reflexões neste texto partem de um lugar particular, de uma vivência especifica e por isso vejo como importante a contextualização de quem eu sou, de onde eu venho e quais são os caminhos que tenho traçado até aqui.

Pois bem, me chamo Thais Wemberlaine, tenho 24 anos e sou nascida e criada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Atualmente sou graduanda em Letras e em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e, por ter formação técnica em Estradas, trabalhei nos últimos anos como projetista de Engenharia Civil. Parece uma confusão de estudos e saberes, certo? E de fato é, mas são exatamente esses conhecimentos diversos que me trouxeram aqui hoje e moldam minhas vontades, conquistas e formas como eu vejo e encaro as novidades e desafios que se apresentam na minha vida.

Agora, sem mais delongas, vamos ao que aprendi nesse meu, ainda curto, caminho na programação.

1. Descubra sua forma de aprender.

Ao contrário do que somos usualmente ensinadas, existem muitas formas diferentes de se aprender e nenhuma delas é melhor que as outras. Existem os métodos de estudo que funcionam melhor, ou pior, no contexto de cada pessoa e, por isso é tão importante gastarmos tempo para descobrir o que funciona para a nossa situação específica.

Algumas formas de estudo muito comuns na área são a realização de bootcamps, cursos livres, videoaulas e, claro, a importantíssima leitura de documentação oficial de novas linguagens e tecnologias que estejamos aprendendo, além do desenvolvimento de pequenos projetos para aplicação do aprendizado.

2. Seja realista em relação a quanto tempo e dinheiro você dispõe para investir nos estudos.

Não crie expectativas de estudo e desenvolvimento que não condizem com sua realidade. Com isso, não quero dizer que não devemos buscar reorganizar nossa realidade para se alinhar aos nossos objetivos, mas que entender de fato quais são os recursos financeiros e de tempo que dispomos é muito importante para não traçar metas irreais que vão levar à frustração e, muito provavelmente, atrapalhar a constância do estudo.

Pense seriamente nesses aspectos e se organize de forma a aproveitar o máximo esses recursos. Tem 20 minutos pra estudar por dia? Qualquer tempo de estudo é melhor que nenhum. Algumas opções para quem, assim como eu, não tem dinheiro para investir em cursos e bootcamps são instituições que oferecem esses conteúdos de graça ou, no caso de bootcamps, com início do pagamento apenas após a conquista de um emprego na área. Exemplos de instituições e plataformas que atuam dessa forma são Free Code Camp, Digital Innovation One, Laboratória e Udemy (apesar de não possuírem certificação, a udemy oferece alguns cursos gratuitos que valem muito a pena.)

Uma outra forma incrível de conseguir estudar é acompanhar o conteúdo produzido de forma gratuita pelas comunidades, como vídeos no youtube, artigos no dev.to de pessoas e comunidades que atuam na área que você quer entrar, palestras e meetups. As minhas recomendações de pessoas e comunidades para estar sempre de olho são WomarkersCode, Programaria, Woman That React, PerifaCode, Nina da hora, Willian Justen e Aline Bastos, mas é sempre importante lembrar que existem mais milhares de pessoas e comunidades incríveis espalhadas por aí e que podem ajudar grandemente.

3. Não tenha medo de pedir ajuda e, se possível, encontre pessoas para te mentorar.

Uma das coisas mais importantes que aprendi nesse tempo foi a não ter medo de pedir ajuda. Não vou dizer que esse é um processo fácil, mas entender que ninguém sabe de tudo, que todo mundo está sempre evoluindo e que existem muitas pessoas dispostas a ajudar é importante e ajuda, e muito, no desenvolvimento do aprendizado.

Existem milhares de conteúdos na internet sobre como iniciar nos diversos caminhos possíveis na programação e isso pode ser muito confuso e desafiador no início da nossa jornada, afinal de contas, se no começo não sabemos direito nem o que estudar, como conseguir identificar quais os conhecimentos são mais importantes de serem adquiridos primeiro? Como descobrir quais são os melhores lugares para buscar por esses conteúdos? E é aí que encontrar pessoas dispostas a te auxiliar nesse caminho e pedir ajuda faz toda a diferença.

Para pessoas que, assim como eu, a princípio não conhecem profissionais com conhecimento na área, pode ser difícil encontrar alguém com a disponibilidade de exercer esse papel de mentora e nesse caso meu maior conselho é: Encontre e participe de comunidades da área que você quer atuar e se desenvolver, use os conteúdos produzidos como guia e não tenha medo de questionar e pedir ajuda às pessoas que produziram aquele conteúdo.

4. Não desista nas primeiras negativas (de cursos, mentorias, estágios e emprego)

Conseguir vagas de estágio, emprego e até certos cursos pode ser um tanto quanto difícil e se tornar frustrante para quem está em inicio de carreira, mas, como você já deve ter ouvido outras milhares de vezes, o importante é não desistir. Eu sei que as vezes parece que um sim nunca vai chegar e que o nosso conhecimento nunca vai ser o suficiente, mas acredite, por mais difícil que seja, que os nãos também fazem parte do caminho e mesmo que não pareça todo mundo passa por isso.

Não se deixe cair na narrativa de que o mercado é fácil e que se você ainda não conseguiu é por falta de dedicação ou competência, principalmente porque essa construção vem, usualmente, de pessoas que tiveram sua entrada e aceitação no mercado muito mais rápido e facilmente por conta de privilégios que, obviamente, nem todos possuem.

5. O mais importante de tudo: Respeite o seu caminho e seu tempo.

Cada um tem um tempo, tem uma dificuldade, tem uma realidade e respeitar as nossas limitações é imprescindível para não deixar a frustração nos tomar. Pode ser que você possa dedicar todo o seu tempo para estudar e consiga uma oportunidade em poucos meses, pode ser que entre trabalho, faculdade, filhos e outros tantos compromissos da vida só te sobre tempo para estudar aos fins de semana e essa oportunidade demore um pouco mais chegar e em qualquer uma dessas, ou outras infinitas situações possíveis, está tudo bem.

Não deixe de lado seus momentos de lazer, de pausa e nem passe por cima daqueles momentos em que a gente está simplesmente cansada e não consegue fazer nada. Não há objetivo profissional que valha abrir mão de bem-estar e saúde e saber respeitar isso é tão importante para o desenvolvimento de uma carreira quanto os momentos de estudo e trabalho.


Escrevi esse post com o objetivo de ajudar mulheres que estão iniciando seus estudos e passando pelo processo de transição de carreira e espero que de alguma forma tenha conseguido atingir esse objetivo. Dito isso, deixo os comentários e minha caixa de mensagens aberta para quaisquer sugestões ou dúvidas que surgirem e me coloco a disposição para ajudar no que for possível!

E ai, tem mais alguma sugestão bacana para quem está começando?

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patdc

maravilhoso texto, obrigada por compartilhar!