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tati
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dando o primeiro passo na programação

Pessoa sentada na frente do notebook estudando concentrada

A pergunta que eu mais respondi nos últimos dois anos foi "Como você se interessou por programação?" e até hoje eu não sei muito bem como responder essa pergunta.

Como uma parcela de pessoas que também nasceram nos meados dos anos 1990, eu tive contato com um computador desde cedo. Como qualquer criança e adolescente nos anos 2000 e 2010, eu explorei as redes sociais existentes em cada um desses momentos e descobri o maravilhoso mundo dos blogues no seu início e no seu auge. Se você fez parte dessa época deve se recordar de como eram os blogues, coloridos, cheios de frufrus e formatações que até hoje eu não entendo como as pessoas fizeram aquilo. Como cria da minha geração, eu apenas absorvi aquele universo e informações.

Conforme as pessoas me perguntavam sobre como e por quê eu me interessei por programação, eu tive episódios de flashback, como se uma vida inteira tivesse sido apagada da minha mente e só agora recuperadas. Eu me lembrei de quando eu tinha 12 anos e fazia os templates de blogues do Blogspot para desconhecidos na internet, sem nem saber o que era HTML ou CSS, apenas porque eu era boa em futricar naqueles códigos. Eu me lembrei que existia sites inteiros dedicados a ensinar as pessoas a implementar funcionalidades nos blogues e eu passava o dia inteiro procurando tutoriais para melhorar o meu próprio blog. A primeira vez que me fizeram essa pergunta, eu respondi que foi pela faculdade porém a programação já fazia parte de mim há muito tempo.

Mesmo sabendo como me virar em um HTML e CSS, eu ainda precisei de muita ajuda para entender porque tal coisa deve ser colocada aqui e porque esse ponto e vírgula precisa ir ali. Antes de me inserir em qualquer curso pago, eu fui atrás de recursos gratuitos até para entender se eu realmente gostaria de seguir essa carreira ou se anos depois eu poderia me reconectar com esse meu lado meio perdido.

1. FreeCodeCamp
A primeira vez que eu tive contato com o FreeCodeCamp foi com alguém no Twitter falando que iria fazer o 100 Days of Coding, algo que eu também nunca havia ouvido falar. Eu fiz algumas aulas de brincadeira e demorei mais de um ano para voltar lá e realmente fazer as aulas a sério.

Ele é bem didático e explica minuciosamente cada comando e vai construindo o conhecimento de um jeito bem bacana. O fato dele ser todo em inglês é um ponto positivo e um ponto negativo: claro, seria incrível termos uma versão em português para chegar a mais pessoas; porém o mundo da programação é todo em inglês, aprendemos códigos em inglês e somos aconselhados a sempre escrever em inglês para universializar o código. Então o fato do site estar em inglês pode ser uma ajuda para treinar e aprender o idioma.

Nos últimos módulos de cada curso também existem os projetos práticos e você recebe um certificado ao concluir os cursos (que possuem 300 horas cada).

2. Khan Academy
Eu já conhecia o trabalho da Khan Academy desde quando eu estava no colégio e estouraram reportagens sobre a Khan, que estava apenas começando a existir. Na verdade, a Khan foi um dos primeiros lugares que eu fui procurar informações sobre Programação e Ciência da Computação, porque era o único lugar que eu conhecia e pensei ser mais confiável para iniciantes do que o YouTube, por exemplo.

Eu não cheguei a finalizar o curso, porém as aulas foram bem didáticas e aprendi o básico de JavaScript e fazer animações que nem sabia que conseguia fazer apenas utilizando código naquela época. O público-alvo da ONG são crianças entre o 6º ao 9º ano do ensino fundamental, então a linguagem utilizada nos vídeos e textos são voltados para esse público.

3. Code.org
Eu só ouvi falar do Code.org quando eu estava trabalhando como assistente de turma ensinando Programação. Nele professores, estudantes e pais podem buscar formas de aprender e ensinar Ciência da Computação para diferentes públicos, iniciando aos 6 anos até maiores de 18.

Aqui os aprendizados vão desde o que é a Internet e entender o que é Lógica até montar projetos para entender conceitos na prática e fazendo comparações com o mundo real. São atividades básicas voltado para crianças e adolescentes, porém que ajudam quem está iniciando e não sabe muita coisa sobre Ciência da Computação e quer alguma didática.

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Esses foram os recursos que usei e conheço para quem ainda não começou de fato estudar Programação. Depois de ter pelo menos uma noção básica de JavaScript, eu tive coragem de procurar vídeos no YouTube de projetos básicos para reproduzir - se vocês quiserem consigo reunir os que eu mais gostei em um post futuro.

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