DEV Community

loading...

Os desafios da usabilidade em Interfaces

gustrdias profile image Gustrdias ・4 min read

"Usabilidade é um atributo de qualidade que pode ser definido por cinco componentes: facilidade de aprendizado, eficiência de uso, facilidade de memorização, prevenção e tratamento de erros, e nível de satisfação." Nielsen(2003),essa diretiva direciona para uma interface, mais limpa, onde o conteúdo mostrado seja de fácil entendimento, sem ter a necessidade de decorar o caminho pois ela terá tudo que for necessário em sua tela atual, e com uma padronização de cores e modelos das telas garantirá a aprendizagem.

Alt Text

O usuário terá a noção do que irá acontecer, ao realizar determinada ação, mas o foco é realizar com êxito o seu proposito e como descreve Preece: "São definidas as metas de usabilidade, que pretendem promover um sistema eficiente, eficaz e agradável, e as metas experiências do usuário, que se referem a como ele se sentirá ao utilizar o ambiente digital(Preece, Rogers e Sharp, 2005)", porem o grande desafio é conseguir aplicar essas diretrizes para grande parte das pessoas, sendo ela pessoas da terceira idade, crianças e pessoas com necessidade especiais.

Uma interface "limpa" ,talvez não seja capaz de suprir todas essas barreiras, e por isso as interfaces ainda necessitam de uma avaliação, e até se possível uma união de outras formas de definições de usabilidade, que por sua vez existem varias metodologias (GERHARDT-POWALS,1996; GOULD e LEWIS,1985; IBM,1991; LOCKHEED, 1981; MOLICH e NIELSEN,1990), como por exemplo o auxilio de fatores externos como teclados, objetos sonoros, mas ainda muito fragmentadas o que dificulta a escolha.

Alt Text

“Flexibilidade proporcionada para o acesso à
informação e à interação, de maneira que usuários com diferentes
necessidades possam acessar e usar esses sistemas”(Melo e Baranauskas,2006).
Essa visão de garantir que essa usabilidade, fique acessível a essas condições adversas, vai agregando valor ao produto e repassa para o conhecimento da população sobre essas dificuldades, e ganhos de acesso para esses usuários, onde a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015 existe para garantir esse acesso a todos.

Conhecendo as dificuldades, e conhecendo os diversos métodos, é necessário criar um planejamento para o desenvolvimento dessa interface acessível, com realizações de testes, tanto visual quanto sonoras, e até buscando uma padronização dessas telas, os Design Patterns.

E seguindo a metodologia de Ben Shneiderman ele propôs a conhecida "regras de ouro" que são 8 regras:

■ perseguir a consistência;
■ fornecer atalhos;
■ fornecer feedback informativo;
■ marcar o final dos diálogos;
■ fornecer prevenção e manipulação simples de erros;
■ permitir o cancelamento das ações;
■ fornecer controle e iniciativa ao usuário;
■ reduzir a carga de memória de trabalho.

Resumindo cada regra
A estrutura da interface criada deve estar presente em todas as telas que estão nesse site/aplicativo, mantendo as formas dos botões, da letras, cores, e também modo de escrita.

Garantir que o usuário possa escolher duas ou mais formar de chegar em seu objetivo, com por exemplo: acessar a tela X, pela barra lateral, ou encontra-la na barra de busca através da pesquisa.

O usuário precisa saber de forma explicita, quais ações que ele realizou ou precisa realizar para chegar em seu objetivo.

E mostrar que essas ações foram realizadas com sucesso ou não e se não, como proceder.

Erros de usuários devem ser tratados de forma clara, possibilitando ao usuário corrigi-lo sem muitas dificuldades.

Garantir que o usuário, voltar a ação anterior, para modifica-la ou até cancelar.

O usuário deve estar no "controle" do sistema, podendo sair a hora que ele quiser.

Garantir que dados necessários sejam mostrados entre as telas, evitando assim que o usuário tenha que retornar a tela anterior para pegar algum dado especifico.

Seguindo as regras terá uma interface aos moldes dessa metodologia, mas nada é uma mar de rosas, por isso é necessário a realização de uma bateria de testes para realizar o acompanhamento dessa interface e levantar possíveis dificuldades durante esse ciclo, dividindo em graus de dificuldade onde poderão ser ajustadas conforme necessidade.

E com a pandemia, se criou novos modelos de aplicativos para outros nichos, que precisam ser trabalhados para que se tornem novos caminhos para novas melhorias das interfaces atuais.

Alt Text

Deixando dois links que são sites voltados a acessibilidade http://www.hcibib.org/accessibility/ e http://www.w3.org/WAI/.

Referências:
1-Designing the user interface (SHNEIDERMAN & PLAISANT, 2004)
2-Ergonomia e Usabilidade Walter C., Adriana H., Richard F.
3-Jakob Nielsen Projetando websites, Rio de Janeiro Campus. 2000
4-PREECE J.ROGERS, Y. SHARP, H., 2005, Design de interação: além da interação homem-interface
5-Metodologia para design de interfaces digitais para educação Paula Caroline S., J. Passos, P. Alejandra Behar
6-Um Modelo de Cores na Usabilidade das Interfaces Computacionais para os Deficientes de Baixa Visão, C.C Kulpa,F.G. Teixeira, R.P. Silva

Discussion (0)

pic
Editor guide